Actividades realizadas pela DGC
Certo os
músicos manifestaram-se no dia 9 de Maio de 2011. Entretanto, em alusão ao Dia
Internacional dos Museus - 18 de Maio
- sob o lema “Museus e memória”, entre
os dias 14 e 18 de Maio de 2011, uma série de actividades teve lugar: actuaram
cerca de 10 grupos culturais, com maior
incidência para as práticas em extinção
como o Plomon Déçu; jogo de cacete,
Quinà; Ússua, entre outras.
A banda militar, interpretou um troço de música clássica em homenagem ao compositor São-tomense Viana da Mota. Cinco conferências tiveram lugar, com base nas diferentes salas do museu: arte sacra e memória, ministrada pelo Sr. Padre Miguel, Música e memória ministrada por três gerações de músicos: Zé Aragão; Antonio Leite e Juvenal Rodrigues filho (ao qual assistiram alguns dos músicos que manifestaram-se contra a DG. Esta conferência foi tão bem sucedida que continuou no dia seguinte); Roças e memórias: STP, plantas e povos origens e consequências, por Iolanda Aguiar e Museus e memórias ministrada por antigos e actuais funcionários do Museu Nacional;
nomedamente Armindo Aguiar ex- Director Geral da Cultura; Cerineu de
Barros o mais antigo funcionário do museu e Djajingo Neto, técnico de
conservação. Note-se que pela primeira vez neste género de eventos os
conferencistas receberam um subsidio, sob forma de estimulo ao trabalho
intelectual. Para além disto houve visitas guiadas para os alunos de 4 escolas
primárias com particular incidência para duas escolas longínquas: Roça Anselmo
Andrade e Capela.
Os alunos tiveram a oportunidade de participar nas oficinas
de som, onde um sobrevivente do massacre de 1953 os ensinara a fabricar e
tocar instrumentos de corda, tocar
flautas e instrumentos de percursão. Todas estas ações foram realizadas com
fundos extra – Orçamento Geral do Estado, angariados pela DG. As conferências
foram tão ricas que se pretendia fazer
uma publicação. Portanto, não deixa de ser estranho que se refira ainda à equipa da DG como inexperiente e incapaz de
organizar o desfile do 12 de Julho. Aliàs, dá-se ao grande público a
possibilidade de comparar a organização
do desfile feito pela DGC na cerimonia oficial do 12 de Julho e a
cerimonia oficial do 3 de Fevereiro. Para além da Cerimónia oficial a DG
dirigindo uma equipa de jovens voluntários, pela primeira vez
4 de
Janeiro de 2011 a sala do museu repleta esteve, (houve pessoas assentadas nas
escadas), para assistirem à conferencia sobre Rei Amador,
proferida por três
jovens recém formados, em Cuba (dois sociólogos e um jurista), sob orientação
da então DG. Uma inovação foi
introduzida, pela primeira vez em STP, brindou-se com um vinho da Palma de Honra, em substituição do tradicional
Porto de Honra, herança colonial.
Serviu-se, com todo o cerimonial, um Vinho da Palma doce, da Região de Batepá acompanhado de produtos nacionais, como a cola e o gengibre, para degustação. Nem uma referência no jornal da “nossa terra” (Téla-Non).
Serviu-se, com todo o cerimonial, um Vinho da Palma doce, da Região de Batepá acompanhado de produtos nacionais, como a cola e o gengibre, para degustação. Nem uma referência no jornal da “nossa terra” (Téla-Non).
26 de
Novembro de 2010 dia aniversário do Acordo de Argel, a Casa da Cultura abriu as
suas portas para um sarau cultural sui
géneris, apresentado pela jornalista São Deus Lima, com concurso alusivo ao dito
acordo e oferta de livros. Nada no Téla-Non.
Relativamente
ao Museu Nacional, importa assinalar que desde Janeiro de 2011 vinha conhecendo
um aumento gradual do número de visitas.
Assim, em periodos iguais deste e do ano passado, as entradas evoluiram
da seguinte forma:
Janeiro – Maio de 2010 : 560 nacionais e 634
estrangeiros;
Janeiro –
Maio de 2011: 1477 nacionais e 782 estrangeiros.
Durante
os 5 dias relativos às comemorações do Dia Internacional dos Museus, fato
inédito no país, a média de visitantes por dia foi de 103,6 pessoas. Note-se que a média anual no ano transato foi
de 7,1 pessoas por dia.
No que concerne ao reforço institucional
da DGC, três jovens técnicos foram contratados.
Sendo uma jovem licenciada em Direito, para se ocupar da propriedade
intelectual (literária e artística); um jovem sociólogo que se ocuparia de
questões relacionadas com o património e um jovem gestor e músico para reforçar
o já existente departamento de promoção artística.
No plano
internacional a partcipação da DG foi marcante, com apenas duas missões, uma em
Dezembro de 2010 e outra em finais de Maio de 2011. Ao regressar da missão a
Porto Novo, Benin, a DG foi portadora de uma carta parabenizando o Senhor MECF, entre outros
fatos, pela distinta prestação da DG. Em
relação à primeira missão outras proposições importantes de trabalho são de
assinalar. Verbas tiveram que ser
devolvidas... e outras perdidas... pela interrupção abrupta dos
projetos.
As obras
realizadas neste curto espaço de tempo falam por si... mas para mim o mais
gratificante foi ter instituido as tardes de reflexão, lugar onde os jovens quadros estudavam os dossiers e
partilhavam as experiências adquiridas em missões ao exterior.
Nada
disto foi referenciado no Téla-Non... Utilizar o potencial
crítico da experiência estética para iluminar as verdades comunicativas, seria uma ajuda indeniável para melhor poder cumprir com
o seu trabalho... Uma analise imparcial e mais profunda teria um papel de
proeminente relevância para a preservação, valorização e divulgação do
patrimonio cultural sob todas as suas vertentes.
continua...


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