"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu (...) tempo de estar calado e tempo de falar" (Eclesiastes,3:1-7)
sábado, 3 de setembro de 2011
A CAÇA ÀS BRUXAS : Como os rumores fabricam os « bodes expiatórios»(VI)
A CAÇA ÀS BRUXAS : Como os rumores fabricam os « bodes expiatórios»(V)
A banda militar, interpretou um troço de música clássica em homenagem ao compositor São-tomense Viana da Mota. Cinco conferências tiveram lugar, com base nas diferentes salas do museu: arte sacra e memória, ministrada pelo Sr. Padre Miguel, Música e memória ministrada por três gerações de músicos: Zé Aragão; Antonio Leite e Juvenal Rodrigues filho (ao qual assistiram alguns dos músicos que manifestaram-se contra a DG. Esta conferência foi tão bem sucedida que continuou no dia seguinte); Roças e memórias: STP, plantas e povos origens e consequências, por Iolanda Aguiar e Museus e memórias ministrada por antigos e actuais funcionários do Museu Nacional;
Serviu-se, com todo o cerimonial, um Vinho da Palma doce, da Região de Batepá acompanhado de produtos nacionais, como a cola e o gengibre, para degustação. Nem uma referência no jornal da “nossa terra” (Téla-Non).
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011
A CAÇA ÀS BRUXAS : Como os rumores fabricam os « bodes expiatórios»(IV)
No continente africano a “palavra” é utilizada para estabelecer consensos. Existe por exemplo “l’arbre à palabre”, (árvore da palavra), na África Central e a “B’andhla” em Moçambique. As pessoas sentam-se debaixo de uma árvore para discutirem assuntos relacionados com a vida da “comunidade” até chegarem a consenso. Os nossos anciãos dizem que em Sao Tomé algo semelhante ocorria no passado. A palavra não era utilizada para fazer intrigas e semear a discordia mas para buscar um consenso nas e entre as famílias. Hoje, a “palavra” está ausente da nossa esfera pública e nos circulos políticos ela é negada a quem de direito. A “palavra” deixa de ser o lugar do politico para ser substituida pela intriga e o consequente linchamento do indíviduo, construindo o caminho para “a caça às bruxas”.
A CAÇA ÀS BRUXAS : Como os rumores fabricam os « bodes expiatórios» (III)
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011
A CAÇA ÀS BRUXAS : Como os rumores fabricam os "bodes expiatórios" (II)
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A Caça às Bruxas: como os rumores fabricam bodes expiatorios (I)
justificação
A CAÇA ÀS BRUXAS : Como os rumores fabricam os « bodes expiatórios»
No dia 10 de Junho de 2011, o jornalista Abel Veiga , publicou um artigo no jornal digital Téla Non, intitulado “Crise no Ministério da Educação Cultura e Formação”. O artigo em questão refere-se à demissão da Directora Geral da Cultura, (adiante designada DG), das suas funções em carta assinada pelo Primeiro Ministro, (adiante designado PM) e pelo Ministro da Educação Cultura e Formação, (adiante designado MECF). Afirma ter sido o primeiro elemento da familia da mudança a cair do poder. Descreve a ex-DG como “personagem conflituosa e desrespeitadora”. Acusa-a de, através de uma carta, ter pedido explicações ao MECF pela sua tomada de decisão em relação às festividades alusivas à celebração da independência nacional. Tudo isto fazendo ressaltar no plano simbólico os laços de parentesco entre o PM e a DG. O objectivo foi designar um culpado a uma massa mediática, para um fenómeno que desconhecia... Entretanto torna-se difícil apreciar a plausibilidade dos argumentos apresentados, pois estes parecem ser motivados por juizos de valor e digamos, falta de informação para avalia-los.
A questão que aqui se coloca, é de saber se os fatos, utilizados pelas fontes de informação do Téla- Non são sólidos: como se justifica o juízo de valor sobre o despedimento precipitado da DG e porque se deve fazer o que deve ser feito. O que se pretende dizer aqui não é, por exemplo, que a DG não seja família do PM, mas que as fontes que informaram o Téla-Non e o próprio jornalista tiraram conclusões precipitadas. Prestam, consequentemente, um mau serviço à esfera pública.
Nestes termos, utilizando, de uma prerrogativa que me é acordada, enquanto cidadã deste país, permito-me utlizar o “direito de resposta”. Procurarei, pois, na medida do possível, pautar por uma atitude elegante, de elevada cultura de debate público, tentando policiar o meu instinto acusatório – “tipo só pode ser”...
Tentarei, por conseguinte, exercitar o meu espírito crítico interpelando o jornalista do Téla – Non a dois níveis principais que passo a apresentar, para depois tecer algumas considerações, sobre a minha visão da cultura, aquilo que gostaria de ter feito, aquilo que uma imprensa mais responsável pode contribuir para a cultura em STP e, mais especificamente, para a cultura politica..
Antes porém , leiam o “artigo” primeiro e vemo-nos mais abaixo:
